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Zoo Bahia intensifica ações de preservação da fauna brasileira e manejo genético

O Parque Zoobotânico da Bahia (Zoo Bahia), gerido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), reafirma seu papel estratégico na proteção da biodiversidade brasileira. Longe de ser apenas um espaço de visitação, a instituição tem focado seus esforços em programas de conservação, pesquisa científica e manejo populacional para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção.

Um refúgio contra as ameaças à biodiversidade

O Brasil enfrenta um cenário crítico, com 1.279 espécies da fauna catalogadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como ameaçadas de extinção, conforme dados de 2026. A fragmentação de habitats, o tráfico de animais e as mudanças climáticas impõem desafios que exigem cooperação entre zoológicos e órgãos ambientais para a manutenção de populações geneticamente saudáveis.

Casos de sucesso no manejo reprodutivo

O Zoo Bahia tem liderado iniciativas relevantes de reprodução assistida. Segundo a gestora da unidade, Ana Celly Lima, o parque foi a segunda instituição no Brasil a conseguir o manejo reprodutivo da harpia (Harpia harpyja), com o nascimento de um filhote que posteriormente foi integrado a um programa de conservação nacional. Outro exemplo citado é o de uma onça-pintada nascida no local, que foi transferida para o Paraná para atuar como parte de um importante banco genético.

  • Transferência de mico-leão-de-cara-dourada para Curitiba em maio de 2026 para diversidade genética.
  • Recebimento de três lobos-guará em junho de 2026, vindos de Minas Gerais, para reforçar o programa de manejo da espécie.
  • Realização de avaliações sanitárias rigorosas e planejamento técnico de transporte para garantir o bem-estar animal.

O impacto prático para a conservação

Por que esse trabalho é fundamental? O manejo técnico em instituições como o Zoo Bahia permite que animais sob cuidados humanos sirvam como reserva genética e, em casos específicos, passem por processos de reabilitação, enriquecimento ambiental e treinamento. “É preciso desenvolver um trabalho de reabilitação, enriquecimento e treinamento, preparando os indivíduos para os desafios da vida na natureza”, explica a gestora Ana Celly Lima.

Para a população baiana, o Zoo Bahia representa não apenas uma oportunidade de aprendizado sobre a fauna, mas um centro técnico que contribui diretamente para que espécies em risco não desapareçam. As parcerias estratégicas, que envolvem o ICMBio e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), asseguram que as ações seguidas no estado estejam alinhadas com as diretrizes mais rigorosas de conservação do país.

Com informações de Secom Bahia.

Vieira Fatima
Professora, moradora de Sento Sé e entusiasmo em jornalismo colaborativo. Trabalho supervisionado por um Editor chefe
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